Calças arregaçadas.
Depois da travessia,
as águas do Natori
ainda abençoam teus pés.
Ser poeta,
Bashô,
é caminhar.
Veja:
os telhados estão pintados
de lírios.
Viver,
Bashô,
é encontrar o pintor
que te leva
aos campos
cobertos de púrpura
antes do outono.
Velhos arbustos ainda florescem
ao redor de Sendai.
É lá que o mundo diminui.
Há o bosque
e o raio de sol
que não cabe no bosque.
E no santuário de Tenjin
voa uma prece
onde cabe todo o por do sol.
(outubro, 2011)
Maravilhoso Lalo, esse traço de Bashô na pintura Japonesa, de uma sensibilidade ímpar!
ResponderExcluirBeijo
A sensibilidade édo Bashô, Luiza. Só a tomei emprestada.
ResponderExcluirbeijão.