
Gilbert Garcín
O MAIOR AMOR DO MUNDOOntem saltei pela sétima vez
da ponte
A mesma ponte sem rio por baixo
sem trovoadas por cima
Imaginei um oceano
coroando a noite
como um mar de pétalas
que se junta
a um mar de pérolas
que resulta
num mar de pedras
rolando
por baixo da ponte
E o frio era tanto
que abraçar a mim mesmo não bastava
Agarrar o ar
revendo
um barco que aderna
por trás do horizonte
enquanto salto
pela sétima vez
(outubro, 2001)
12 comentários:
Impressionante, Lalo. Senti o sétimo pulo desde a ponte no nada. Formidável.
Jana, não sei o que seria da minha poesia se não fosse essa vertigem que me assalta constantemente.
Um beijo.
A sua sorte felina chega ao fim?
Abraços!
Agradeço pela leitura atenta. Até que enfim que alguém entendeu.
Abração, Wilson.
Arrepiou, senhor lalo!
Um beijo*
Não acredito. Tudo muda, isso também vai mudar.
Beijo, Lalo.
Você não imagina o frio que fazia, Sra. Cris, de arrepiar de fato.
beijo.
Até o ar que agarramos muda, Dade.
Beijo.
Lalo, este poema é um absurdo de tão lindo. Vertigem e arrepio...e eu fiquei pensando que no sétimo salto já não se cai e pé, não é?
um abraço pra ti
Andrea, acho que esse poema (não tenho certeza) fala da maneira como voltamos sempre a amar, apesar das desilusões; ou então, de que sempre voltaremos a fazer poesia apesar de todo movimento contrário a ela.
Outro abraço.
Salta amigo ,pois ai estão a possibilidades dos encontros e dos sonhos!Esperança total! Graça
Lá vou eu, Graça, pela oitava vez.
Boa noite.
um beijo.
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